sexta-feira, 30 de julho de 2010

Os Hotéis

Pra quem não sabe, B&B (Bed and Breakfast) é um modelo de hospedagem em que não há recepção. Normalmente em um edifício residencial e com um número pequeno de quartos (algo relacionado com o fisco italiano, que cobra mais se o estabelecimento tem mais de 5 quartos, se não me engano). O hóspede recebe a chave do seu quarto e da porta de entrada do edifício. O pessoal do B&B fica lá de manhã pra cuidar do café da manhã e da limpeza. É uma boa opção por ser mais barata que hotéis do mesmo nível. Os atendentes normalmente são bem atenciosos no tempo em que se encontram no B&B (mais atenciosos que em muitos
bons
hotéis). A limpeza, conforto, itens de consumo, são bem parecidos com hotéis normais, só não tem o serviço de quarto.

Uma característica de quase todos os hotéis é que, no café da manhã, tem um funcionário que pergunta que café vc quer (expresso, caffe latte, capuccino) e prepara na hora, muito bem feito. Bem melhor que o padrão brasileiro de café no rechaud, que fica com gosto de velho.

Roma - B&B Holiday a San Pietro

Esse B&B ao lado do Vaticano fica a 5 min. a pé da Praça São Pedro. Bem perto tem uma avenida com linhas de ônibus para vários locais da cidade e fica perto também da estação San Pietro de trem (bom pra quem vai ou vem do Fiumicino). Pra quem tem disposição de caminhar, é possível ir a pé para o centro. A Stella nos recebeu super bem, muito atenciosa em tudo. O quarto é espaçoso, tem frigobar, TV a cabo, a limpeza é impecável. Teria wi-fi, mas o sinal no nosso quarto não estava bom e não consegui fazer funcionar. Valeu a pena, ainda mais porque foi bem barato.

Sorrento - Relais Regina Giovanna

Hotel excelente, padrão muito superior ao que estamos acostumados. O quarto era um verdadeiro apartamento, devia ter uns 70m². Fica em uma propriedade tranquila e agradável, com limoeiros e oliveiras (que produzem azeite), alguns quartos com vista para o mar e tem uma praia particular (que exige uma descida de uns 15 min. que se transformam em uma subida de 25 min. na volta). A desvantagem é que fica distante da cidade. Um táxi da estação de trem fica em absurdos €25. O hotel oferece transfers em determinados horários. Tem um restaurante que aparenta ser muito bom, mas os preços são bem mais altos que na cidade e precisa avisar com antecedência se vai comer lá. O café da manhã é excelente, tinha até mozzarella de búfala, que eu adoro. Como nossa passagem por Sorrento foi corrida, talvez tivesse sido melhor ficar em um lugar mais próximo da cidade. Acabamos não aproveitando direito o que o hotel tinha de melhor, que é a paz e tranquilidade.

Florença - Hotel Balestri

Surpreendeu-nos este hotel. O quarto não é muito espaçoso, mas possui varanda com uma linda vista do rio Arno e do Pallazo della Signoria. O staff é muito profissional, sempre dispostos a ajudar-nos. Uma noite compramos comidas no mercado pra jantar no quarto, e eles forneceram jogo completo de mesa com boas taças de vinho. O café da manhã superou até o nosso hotel de Sorrento (tinha até queijo Camembert). A localização é perfeita, a 2 min. da Uffizi e da Piazza della Signoria.

Montepulciano - Hotel Duomo

Demos sorte em achar este ótimo hotel de última hora. Fica bem no centro antigo de Montepulciano e dá pra estacionar a 200 metros dali. O elenco que filmou umas cenas do blockbuster "Lua Nova" ficou hospedado ali (não gosto do filme, mas isso já indica que o hotel é bom). Simples e com preço acessível. A café da manhã é servido em uma área externa ajardinada muito agradável. Tem wi-fi grátis no lobby.

Siena - B&B Alle Due Porte

Encontramos esse B&B ao acaso andando pelas ruas do centro de Siena. Ligamos no número indicado na porta e em 20 min. um dos donos apareceu para nos mostrar o quarto. O quarto é enorme, mas o banheiro é meio pequeno. Muito confortável e extremamente bem localizado. O café da manhã foi muito bom, a dona parecia uma dessas tias que fica insistindo pra vc comer mais. Os donos são conversadores, queriam saber tudo da nossa viagem e nos davam várias dicas sobre Siena (que não pudemos aproveitar, já que estávamos de saída da cidade).

Florença - B&B Repubblica

Na volta a Florença tentamos ficar no Balestri novamente, mas não havia vagas. Rodamos bastante até encontrar esse B&B, que foi excelente. Já era meio tarde e o sr. Mario, proprietário do local, disse "Temos vagas sim. Você quer pagar quanto?". Como era "last minute", ele disse que eu é que iria propor o preço. Acabamos pagando €70 por um quarto que certamente custaria mais. O quarto é enorme, com vista para a Piazza della Repubblica. Gostamos da decoração em geral e cada quarto tem uma reprodução enorme e diferente do Da Vinci. Se o Balestri era bem localizado, não sei como qualificar o Repubblica, com localização ainda melhor. O sr. Mario é bem simpático. O café é self-service, o que me deixou sem pudores para tomar 3 expressos muito gostosos.

Veneza - B&B Locanda Acquavita

Estadia dentro da ilha de Veneza com preço de continente. Os hotéis próximos à Praça São Marcos estavam com preço salgado, então encontramos este B&B que fica a 15 min. a pé da tal praça. Os quartos são charmosos, com aquelas armações sobre a cama que eu só tinha visto em filmes. A rua é bem tranquila - chega até a dar um certo medo chegar no B&B à noite. O staff foi muito atencioso. No último dia, iríamos partir de madrugada, antes portanto do início do café da manhã. Pois os caras deixaram tudo pronto no nosso quarto (menos as bebidas quentes, óbvio) para que pudéssemos aproveitar o desjejum.

Milão - Hotel [não lembro o nome]

Foi o hotel mais fraquinho que ficamos. O pior era o cheiro de cigarro dentro do quarto. Ainda assim, foi satisfatório. Precisávamos de algo bem perto da rodoviária. O ítalo-peruano da recepção nos deixou fazer o check-in mais cedo e nos ajudou a ver como chegar aos lugares. Não tomamos café da manhã. O táxi do hotel até o aeroporto de Linate ficou em €18, bem menos do que eu esperava.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Por onde andamos

Aqui o que fizemos realmente, dia a dia, para referência:

D0 - Vôo CG - Brasília e conexão para Lisboa.

D1 - Conexão rápida em Lisboa e vôo a Roma. Pegamos o trem de Fiumicino para o hotel (ao lado do Vaticano) e passeamos pela cidade: Castello San Angelo, Piazza di Spagna, Fontana di Trevi, Pantheon (já tinha fechado), Piazza Navona, Campo dei Fiori (onde jantamos).

D2 - Roma: caminhada pelo Gianicolo até o Trastevere e em seguida para o Coliseu, Palatino, Foro e Museus Capitolinos. Jantamos no hotel.

D3 - Roma: Museus do Vaticano e à noite uma apresentação de ópera.

D4 - Roma: Catedral de São Pedro, Pantheon e Villa Borghese.

D5 - Viagem a Napoli e a Sorrento. Passeio pelo hotel (uma propriedade grande, até com praia) e jantar em Sorrento (final da Copa do Mundo).

D6 - Alugamos uma scooter, fomos a Pompéia e subimos no Vesúvio. Jantamos no hotel.

D7 - Capri e Costa Amalfitana. Fui até Salerno levar uma encomenda. Jantamos em Positano.

D8 - Viagem a Napoli e em seguida a Florença. Não deu pra conhecer Napoli. Passeamos por Florença.

D9 - Florença: Galleria dell'Accademia, Duomo, Santa Croce, Uffizi e ainda deu pra passear pela cidade e fazer compras.

D10 - Toscana: Arezzo, Cortona, Castiglione al Lago e Montepulciano.

D11 - Toscana: Montepulciano (vinícola Triacca), Montalcino (Castello Banfi) e Siena.

D12 - Toscana: Siena, San Gimignano, Volterra, Pisa, Lucca e de volta a Florença.

D13 - Viagem a Veneza. Passeio à noite pela cidade.

D14 - Veneza: Palazzo Ducale, Catedral de San Marco, torre, Murano.

D15 - Viagem a Milão. Cenacolo Vinciano (Última Ceia), Galleria Vittorio Emanuelle II, Duomo.

D16 - Vôo Milão-Lisboa. Passeio por Lisboa durante a conexão e vôo para Viracopos. Chegamos em SP no mesmo dia à noite.

D17 - Vôo para Campo Grande.


De volta em casa

De volta ao Brasil, finalmente. Entrando agora na rotina. Correu tudo bem na viagem, com exceção de um vinho que estourou dentro da mala e da mala e manchou algumas roupas. Na conexão em Lisboa (6 horas) tivemos a oportunidade de sair do aeroporto, conhecer a cidade e almoçar um belo bacalhau. Do aeroporto sai um ônibus que percorre a cidade e custa só €3,50, com direito a 24h em todos os transportes públicos de Lisboa. A cidade é linda e as pessoas muito legais, além de falarem nossa língua. Os preços são bem mais baixos que na Itália (o bacalhau, enorme, ficou €8).

Nos próximos posts vou esmiuçar mais o que fizemos pra ajudar os futuros viajantes. Ao invés de falar dia a dia, vou tentar uma estrutura por assuntos (hotéis, comida, passeios, transporte, etc).

Obrigado pelos comentários.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Em Veneza

Estamos agora em Veneza. Esta tudo legal por aqui. Amanha cedo vamos a Milao e depois de volta pro Brasil. Ja esta dando saudades de casa. Abracos.

domingo, 18 de julho de 2010

Firenze e Toscana

Estamos agora de volta a Florença, depois de 3 dias percorrendo a Toscana de carro. Na empolgação do planejamento, eu achei que conseguiríamos ver várias cidades em um mesmo dia e iria sobrar tempo pra ir a Cinque Terre, Gênova, pensamos até em esticar até Mônaco. Felizmente percebemos que pra aproveitar bem a Toscana precisaríamos diminuir o ritmo, até porque o ser humano tem um limite físico.

Antes disso tivemos um final de tarde e mais um dia inteiro em Florença. A cidade nos encantou. A cidade é um museu ao ar livre - de verdade, possui esculturas impressionantes nas praças, tudo muito perto. É a primeira vez que nos sentimos com ares de interior. As pessoas nos tratam bem, gostam de conversar quando vêem que sabemos falar italiano. Isso não ocorria com frequencia em Roma nem em Sorrento. Roma é uma metrópole, onde tudo é acelerado e o número de pessoas é bem maior. Também sentimos uma diferença no bolso: comer por aqui é mais barato (mais até que em Campo Grande!).

Em Florença conhecemos a Galleria dell`Academia (onde tem o Davi, uma das obras-primas de Michelangelo), o Duomo (a igreja principal da cidade), a Santa Croce (igreja onde tem túmulos de caras muito fodas: Michelangelo, Donatelo, Galileu Galilei, Dante Alighieri, Maquiavel - o do Maquiavel estava em restauro, mas eu dei um jeito de tirar uma foto pro Roberto), e finalmente a Galleria degli Uffizi. A Uffizi é talvez a melhor galeria de arte renascentista que existe.

De Florença, pegamos o carro de manhã e seguimos pela Toscana. Primeira parada: Arezzo. Nos perdemos um pouco no caminho, tive que comprar um mapa. Arezzo foi um bom começo. A cidade é grande, mais industrial do que achamos, mas preserva seu centro histórico com primor. Almoçamos por ali e demos uma volta pela cidade. Seguimos para Cortona, cidade abrigou o livro/filme "Sob o Sol da Toscana". A cidade é bem charmosa e já dá pra ver o sistema básico das cidades que visitaríamos em seguida: a cidade fica bem no alto de um morro, cercada por muros de pedra e com ruas de pedra onde mal circulam carros, com construções muito antigas.

Saindo de Cortona, eu quis passar na cidade de Castiglione all Lago, cidade que não havia em nenhum guia, mas eu achei que seria interessante de conhecer. E valeu a pena. Havia poucos turistas, nos sentimos como hóspedes bem-vindos. De lá seguimos para Montepulciano. E lá mesmo decidimos ficar. Encontramos um hotel muito bom, 10 metros de tudo. É uma cidade linda, cenário de diversos filmes. Demos sorte que nessa noite estava iniciando um festival de música na praça central da cidade. Teria que pagar, mas depois jantar aparecemos na praça e entramos, sem ninguém nos cobrar nada. Era uma orquestra jovem de Munique (Alemanha) que se apresentava. Impecável, excelente. Um final de noite mágico ouvindo aquela orquestra linda naquele lugar especial.

O dia seguinte foi dedicado basicamente ao vinho. Acordamos tarde (o quarto isola bem a luz), tomamos café, atualizei o blog com as fotos de Sorrento e partimos. Antes de sairmos, a Katria descobriu que no mesmo hotel que nós ficamos ficou o elenco do filme "Lua Nova", grande sucesso entre os adolescentes e que teve cenas filmadas na cidade. Paramos na vinícola "Triacca", onde fizemos degustação. Maravilhoso, os vinhos ótimos e o cenário de cartão postal. Seguimos para Montalcino, onde só passamos. A estrada é uma das mais bonitas que eu já percorri, típica paisagem que se imagina numa viagem de sonhos pela Toscana. Nosso destino era o Castello Banfi, que é uma das maiores vinícolas da Itália e maior produtor do famoso Brunello de Montalcino (produz um terço de todo esse vinho). Almoçamos por lá (muito bem, por sinal) e conseguimos de última hora uma vaga na visita à vinícola. Foi uma experiência e tanto, até porque, apesar de adorarmos vinho, nunca tínhamos visitado uma vinícola.

Do Banfi fomos até Siena. Acabamos ficando por lá mesmo, uma cidade muito agradável, com ares medievais. No dia seguinte completamos nosso roteiro: San Gimignano (com suas torres mais antigas que o Brasil), Volterra, Pisa (com muitos turistas tirando a mesma foto segurando a torre - que nós tiramos também, óbvio), Lucca e de volta a Florença. Em Florença demorou um pouco pra achar hotel, mas acabamos encontrando um "Last Minute" excelente bem no meio do centro e por um preço bem camarada. No momento, estou digitando da cama do hotel.

Enfim, deu tudo bem certo na nossa viagem pela Toscana, considerando que improvisamos bastante. Dá vontade de ficar para sempre por aqui, nessa tranquilidade e esse clima de pessoas felizes e de um ritmo calmo.

Agora se aproxima a reta final da viagem. Amanhã pegamos o trem pra Veneza, depois um dia em Milão e adeus Itália. Já estamos com saudades daqui.

sábado, 17 de julho de 2010

Sorrento e arredores


A viagem até Sorrento foi cansativa. O trem até Napoli foi mais confortável, mas o ar-condicionado não funcionava direito. Fizemos baldiação e o trem de Napoli a Sorrento é tipo trem urbando, bem quente e desconfortável. Pelo menos não estava lotado e por aqui faz menos calor que em Roma. Me empolguei com as vistas: à direita o mar de uma cor bem azul e à esquerda a imponência do Vesúvio. Em Sorrento pegamos um táxi pro hotel, que surpreendeu. Muito chique, muito mais do que esperávamos. O quarto na verdade era um apartamento, bem amplo, com hidromassagem e muitos mimos. O hotel fica em uma propriedade com limoeiros e oliveiras, e tem acesso a uma praia particular, muito bonitinha (mas que exige uma descida de uns 20 minutos por um desfiladeiro). A água é muito transparente e menos fria do que eu pensei.



Depois de aproveitar um pouco o hotel, fomos à cidade jantar e assistir à final da Copa. Comemos em um restaurante bem charmoso (é difícil errar com um restaurante na Itália), bebendo bastante vinho enquanto víamos a Espanha ganhar no finalzinho da prorrogação.

Dentro de uma das termas de Pompéia

O dia seguinte foi bem cansativo. Alugamos uma scooter (o táxi entre a cidade e o hotel ficava bem caro) e fomos de motinha até Pompéia. Se o fórum romano impressionou, isto aqui nos deixou em êxtase. É difícil mesmo acreditar que aquilo ali é real. Algo tão antigo e tão bem preservado! A cidade é grande, exige muita caminhada, e o sol é implacável.

A casa do Fauno, em Pompéia


Logo em seguida de Pompéia, apesar do cansaço, encaramos o desafio de subir até a cratera do Vesúvio. Vai-se de automóvel até uns 200m de altura da cratera, por uma estrada sinuosa e muito florida. Conforme se sobe, vai-se vendo rochas cada vez mais negras. Lembra muito o final do Senhor dos Anéis. Depois disso, uma caminhada bem pesada pra subir o restante. É incrível lá em cima, aterrador imaginar que, a qualquer momento, tudo aquilo poderia ir pelos ares. Lembramos muito da Cris, nossa amiga geóloga, que iria ter adorado estar ali e nos teria dado aulas e aulas.

A cratera do Vesúvio


Chegamos sujos e cansados ao hotel. A motinha é boa pra curtas distâncias, não pra viajar mais de uma hora como fizemos. Comemos ali pelo hotel, pão, queijo e vinho, delícia.

No dia seguinte pegamos um ferry para a Ilha de Capri. Não é à tôa que é tão famosa. Nunca vi tantos mega-iates num mesmo lugar. A ilha é lindíssima e tem muitas coisas pra ver. Infelizmente tínhamos pouco tempo. Pra quem for, eu sugiro fortemente reservar um dia inteiro só pra ela. Não visitamos as grutas, mas pelo menos vimos algumas vistas famosas, como dos Fragolini, e pegamos uma praia. Lembramos da Morgana, que não iria querer sair um minuto daquela água de um azul e uma transparência que davam raiva.






De Capri continuamos nossa jornada pra conhecer a Costa Amalfitana. Uma das estradas mais lindas que eu já passei. Bem sinuosa, com grandes penhascos de um lado, o mar azul do outro e cidades encravadas na pedra, as quais pareciam que sempre estiveram lá.


Eu e a nossa lambreta

Costa Amalfitana

O passeio demorou mais do que planejávamos (fomos até Sorrento levar uma encomenda) e acabamos chegando bem tarde ao hotel. Por isso, no dia seguinte, dormimos até um pouco mais tarde e acabou não dando pra conhecer a cidade de Napoli.

Pegamos o trem rápido pra Firenze (rápido mesmo, chega aos 300km/h!). O percurso todo dura 3 horas, com parada em Roma.


quinta-feira, 15 de julho de 2010

FOTOS DE ROMA


O Castelo Sant`Angello foi interessante, mas não achamos indispensável. Ele é muito interessante por fora e é legal conhecer sua história (já foi túmulo de imperador, fortaleza e abrigo para papas em épocas de guerra), mas por dentro não encanta tanto.


A charmosa Piazza di Spagna está sempre com seus degraus lotados. Ali tem uma fonte onde muita gente se refresca do calorão. Interessante a quantidade de fontes de água potável em Roma, nem precisa carregar água na mochila. A água é sempre muito fresca, parece que estava na geladeira.



A Piazza di San Pietro ficava bem pertinho do hotel, era praticamente no nosso caminho. Por isso mesmo, temos várias fotos ali.


O Coliseu impressiona pela grandiosidade e como, mesmo sendo tão mal tratado por vários séculos, ainda está lá. A quantidade de turistas é enorme, mal se consegue um cantinho livre pra tirar fotos. Curiosidade: sempre ouvi falar que havia mecanismos para enchê-lo de água e simular batalhas navais, mas os historiadores não são unânimes quanto a esse fato.


Ao lado do Coliseu, o Fórum Romano era o centro do Império. Com um pouco de imaginação, é possível imaginar como era há dois mil anos. Um lugar mágico.


Nos Museus do Vaticano fica a Capela Sistina. Não há foto, vídeo ou qualquer reprodução que faça jus ao que é estar nesse lugar. Pena não poder tirar foto (essa aí foi tirada escondida).



Ainda nos Museus do Vaticano, a estátua do Laocoonte é uma das mais famosas e mais bonitas também. Os museus são repletos de estátuas com mais de 2 mil anos de idade. Dá a impressão que se cada visitante levasse uma pra casa ainda sobrariam várias.



Essa foto na Fontana di Trevi ficou sensacional. Estou orgulhoso de tê-la tirado.



O Pantheon é talvez o prédio da Antiguidade mais bem preservado de Roma. Na época era um templo para todos os deuses, mas já há muitos séculos virou uma igreja. Ali dentro estão sepultados Rafael (o pintor) e Vittorio Emanuelle (o cara que unificou a Itália, muito importante por aqui).



Dentro da Catedrale di San Pietro. A luz da manhã dá um efeito legal nos vitrais. Esse lugar foi feito pra impressionar. O que eu acho incrível é que, 500 anos depois e com tanta tecnologia na atualidade, a humanidade ainda não conseguiu fazer outro lugar que impressionasse tanto quanto esse.


Vista de Roma em cima da cúpula de San Pietro. A névoa prejudica a visão ótima que se tem da cidade (basta comparar com a foto que num post anterior sobre Roma).


Dentro do Pantheon. Foi feito no século II e manteve por 17 séculos a posição de maior abóboda do mundo. Ele é vazado no centro mesmo, quando chove molha o chão.



Na Villa Borghese, andando de carrinho-bicicleta. Dica: se forem alugar um desses, não economize e alugue logo um com motor. O carrinho é pesado e o parque tem muitas ladeiras. Estávamos tentando relaxar, mas só serviu pra nos cansar mais ainda.


quarta-feira, 14 de julho de 2010

Finalmente um contato

Olá pessoas! Estamos meio sumidos, mas agora estamos de volta. Não deu certo minha idéia de comprar um chip e usar a internet pelo celular. Agora estamos em Florença e estou usando a internet do hotel.

Vamos começar pelo princípio. Chegamos em Roma bem, gostamos muito do hotel (Holiday a San Pietro, muito bom pelo preço). Tão bem chegamos que, apesar do cansaço da viagem já fomos bater perna. O hotel fica bem pertinho da Piazza San Pietro, então fomos até lá, depois ao Castelo San Angello, onde entramos e conhecemos. Seguimos caminhando até a Via dei Condotti, chegando na Piazza di Spagna. Já estávamos cansados, mas continuamos andando, até a Fontana di Trevi, depois ao Pantheon (que pegamos com as portas fechando e não conseguimos entrar). De lá para a Piazza Navona (nessa hora já estávamos exaustos, já passava das 20:00, mas o sol continuava a nos queimar). Com fome, nos dirigimos até o Campo dei Fiori e jantamos por ali. Estava passando a semifinal Alemanha x Espanha. Bem exaustos, ainda tivemos força pra ir (a pé!) de volta ao hotel. Já era noite.

=========================================================

Apesar de termos abusado da caminhada no dia anterior, na quinta voltamos a caminhar bastante. O melhor jeito de conhecer uma cidade é a pé e tínhamos pouco tempo e muita vontade de ver tudo. O duro de Roma é que tem muitas coisas legais uma ao lado da outra; então, enquanto seu corpo permite, vc vai caminhando até a hora em que percebe que sua perna não atende e seus pés estão cheios de bolhas.

Continuando a hitória, saímos do hotel pelo Gianicolo, um parque que dá uma vista panorâmica da cidade. O tempo na Itália não está muito bom pra vistas panorâmicas, o ar está com uma névoa seca que prejudica muito a visibilidade. Fomos andando até o Trastevere, que é um dos lugares mais charmosos de Roma. Muitos restaurantes espalhados pelas ruelas antigas e bem floridas. Nosso objetivo era chegar até o Coliseu, e assim fizemos. Cruzamos o rio, passamos em frente ao Circo Massimo (hoje é um grande terreno baldio, mas já abrigou um estádio de corridas onde cabiam 300 mil pessoas na Antiguidade), chegando finalmente ao Coliseu. A quantidade de turistas é absurda, um empurra-empurra danado. Como tínhamos comprado o Roma Pass no dia anterior, pudemos cortar a fila. Do Coliseu fomos almoçar.

O calor que faz em Roma é muito grande, o sol não para nem um segundo. Pra quem acha que Campo Grande é quente, venha a Roma no verão. E o pior é que o calor dura muito mais tempo, o sol só se põe às 21:00. Eu suei como louco.

Continuando, do Coliseu fomos ao Palatino e depois ao Fórum. Já exaustos (pra variar), tivemos pique de, na saída do Fórum, ir conhecer os museus Capitolinos, na Piazza do Campidoglio. São muito bonitos, mas estávamos tão cansados que mal podíamos ficar em pé. Saindo do museu fomos até a Piazza Venezia, de onde se vê o monumento a Vottorio Emanuelle (chamado pelos romanos de "Bolo de Noiva", um apelido sarcástico porcausa da cor branca).

Muito cansados, rodamos um pouco ainda até encontrar um ônibus que nos levasse pro hotel. Chegando lá, comemos queijo, pão e vinho que havíamos comprado na Via dei Condotti. Não havia mais perna pra sair do hotel.

================================================

O dia seguinte estava reservado para os Museus do Vaticano. A melhor coisa que eu fiz foi ter comprado os tickets antecipadamente. Não fosse por eles teríamos ficado uma hora torrando no sol em um calor de 35 graus. Com os tickets parecíamos VIP`s. A experiência nos museus é incrível, eu poderia encher muitas páginas falando disso. Tem certas coisas que eu prefiro contar pessoalmente.

Saindo do Vaticano voltamos ao hotel (estávamos lá perto) e descansamos. Recomendo fazer isso, pois vc recarrega as baterias para o resto do dia. Olhando a programação, vimos que haveria uma apresentação de várias árias de óperas na igreja San Paolo Entro le Mura. Pegamos o bus até lá e tivemos que jantar bem rápido pra dar tempo de ver o espetáculo. Foi bem legal, o grupo é pequeno, mas bem talentosos. Além disso, é bom ver só as partes mais interessantes das óperas. De lá caminhamos mais pela Roma, empolgados pelo frescor e pela beleza da cidade à noite. Passamos novamente pela Fontana di Trevi (tiramos fotos ótimas) e pelo Pantheon. Pegamos o bus de volta pro hotel e chegamos já tarde, por volta da 1:30.

=======================================================

No sábado acordamos um pouco mais tarde. Começamos pela Catedral de San Pietro, a qual tínhamos visto todos os dias por fora, mas ainda não tínhamos entrado. Fenomenal, absurdamente grandioso. É um dos lugares mais impressionantes da Terra. E olha que eu nem sou religioso. Impressiona mesmo pela grandiosidade e beleza que saltam aos olhos e te deixam no chão (não de joelhos, viu Roberto!). A subida à cúpula é árdua, principalmente no calor do verão, mas é um dos lugares mais bonitos de Roma. A vista é prejudicada pela névoa, mas é imperdível.

De lá fomos para o centro, onde almoçamos, entramos no Pantheon (finalmente, depois de duas visitas externas) e seguimos para o próximo programa. Nessa hora já era evidente nosso cansaço depois de tantas atividades em todos os dias e do calor escaldante. Mesmo assim, depois de pegar ônibus errado e caminhar a mais do que deveríamos, chegamos à Villa Borghese, um parque grande e lindo, bem no meio da cidade. Não conseguimos entrar na Galleria Borghese, pois de sábado é obrigatório fazer reserva. Rodamos o parque de carrinho-bicicleta e fomos pro hotel. Recuperamos um pouco as forças pra conseguir ir à noite jantar e passear pelo Trastevere. Essa região fica bastante agitada à noite, com muitos jovens da região se divertindo e uma feira ao longo de todo o rio.

===========================================

Cansamos bastante em Roma, mas se não fosse assim não teríamos visto tudo o que vimos. Recomendo a quem for a Roma pelo menos 7 dias pra ver as principais atrações com tranquilidade.

Amanhã eu posto algumas fotos e continuo a viagem, rumo ao sul da Itália. Fomos a Sorrento e região. Abraços a todos.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Em Roma

Estamos em Roma. Deu tudo certo na viagem. A internet esta dificil e naum tem dado tempo pra nada, por isso os poucos posts por enquanto. Mas logo tudo se normaliza. Abraços.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Sobre Milão



Teremos apenas um dia em Milão. Suficiente apenas pra dar uma volta pela cidade, conhecer a Galleria Vittorio Emanuelle, o Duomo e ver a Última Ceia, uma das obras-primas do da Vinci.



Falando em Última Ceia, fica aí a dica: pra entrar lá, só com reserva comprada antecipadamente, neste site aqui. E a reserva é difícil de conseguir. O certo é comprar uns 2 ou 3 meses antes, logo na abertura das datas. No nosso caso, como não tínhamos conseguido, o site sempre indicava "data não disponível". Porém, de vez em quando, abrem-se algumas vagas, mas tem que ficar bem esperto. Estávamos entrando todos os dias no site, até que um belo dia abriu pra data que precisávamos.



A viagem é amanhã. Tenho plano de comprar um chip pré-pago de celular na Itália, com pacote de dados. Pelo que eu vi, parece barato. Assim, não dependerei da internet dos hotéis nem de Lan Houses. Espero que dê certo.

Próximo post, só na Itália. Até lá!

sábado, 3 de julho de 2010

Sobre Veneza



Veneza é, talvez, o destino mais conhecido da Itália. Todo mundo sabe que é a cidade com canais em vez de ruas e barcos ao invés de carros. Ao contrário do que muitos pensam, não são necessários muitos dias para conhecer o básico da cidade. Vamos ficar um dia e meio, e já acho bastante. Quando eu fui em 2005, não deu nem um dia inteiro e já vi bastante coisa. Claro que, se vc puder, é bom que fique mais e conheça as particularidades da cidade, as ilhas próximas (Murano é bem famosa pelos cristais). Mas para o básico, que inclui a Piazza e a cateral de San Marco, o Palazzo Ducale, o Gran Canal e se perder nas ruas que parecem labirintos, acho que vamos ter tempo suficiente.

Em Veneza existe o famigerado passeio de gôndola. Minha opinião é que isso é um dos maiores pega-turista do mundo. Por que pagar perto de €100 (isso mesmo, quase R$250!!!) pra ficar meia hora num barco que parece um caixão conduzido por um italiano com cara de malandro, quando se pode passear pelos canais com os vaporetto e caminhar ao longo das ruas beirando os canais pagando-se pouco ou nada?

Dias atrás li uma notícia interessante sobre Veneza, a qual dizia que o governo veneziano está preocupado com o êxodo de moradores da cidade. Veneza tem se tornado um lugar muito caro. O fluxo de turistas está aumentando ao longo dos anos e a maioria dos prédios está se tornando hotéis, restaurantes e lojas. Aliado a isso tem o fato de que milionários de toda parte do mundo têm comprado imóveis de veraneio na cidade, o que inflaciona os preços, e deixando esses imóveis vazios a maior parte do tempo. Os venezianos nativos estão se deslocando para fora da cidade, indo pra lá só pra trabalhar. Gostei da analogia do prefeito da cidade, que disse: "tenho medo de que Veneza se torne um parque temático".

De Veneza sairemos bem cedinho pra chegar de manhã em Milão e aproveitar o último dia de viagem.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Sobre Florença e a Toscana



Florença, ou Firenze em italiano, é uma cidade incrível. Caminhando pelo centro histórico, é impressionante como as atrações ficam perto uma da outra. Respira-se história e arte. Como eu já disse antes, sou fascinado pelo Renascimento. Em Florença viveram simplesmente todos os "tartaruga-ninja" Rafael, Michelângelo, Da Vinci (o Donatello é menos importante, mas é de lá também) e muitos outros artistas daquele tempo mágico. Teremos pouco tempo (1 dia e meio) em Florença, então faremos o básico: pretendemos visitar o Duomo (uma das igrejas mais bonitas do mundo), a Galleria dell'Academia (onde está o Davi, obra-prima de Michelângelo), a Santa Croce (igreja onde estão os túmulos de Dante Alighieri, Michelângelo e Galileu, entre outros) e, claro, a Galleria degli Uffizi.

Quanto à Uffizi, vai uma dica. As filas pra lá são enormes. Para evitá-las, existem tickets vendendo pela internet. Porém, cuidado! Nas buscas iniciais, geralmente se chega no site www.uffizi.com. Pelo jeito o site é sério, funciona e tem vários horários disponíveis, porém ele cobra caro: dois bilhetes adulto ficariam €38,50. Existem outros sites que cobram até mais caro. A dica é entrar no site oficial (www.firenzemusei.it ou aqui), difícil de achar mas que cobra só €4 de taxa. Comprei os tickets a €28,00 pra duas pessoas, incluindo uma exposição que está tendo do Caravaggio.

Florença é capital da região italiana da Toscana. Famosa pelo ar bucólico dos campos cultivados com parreiras, flores e campos decorados com ciprestes, ficou ainda mais conhecida depois do livro e do filme "Sob o Sol da Toscana". Ali também se produzem alguns dos melhores vinhos da Itália e do mundo. Teremos três dias e pretendemos visitar Siena, Arezzo, Montalcino, Montepulciano, Lucca, San Gimignano, Pisa (onde tem a famosa torre inclinada) e, ufa, se der tempo ainda esticar até Cinque Terre (cinco cidadezinhas litorâneas e pouco conhecidas) e Gênova. Boas informações sobre a Toscana tem neste site aqui, que eu gostei muito.

Procurando por carros para alugar, depois de muita labuta acabei encontrando a empresa Maggiore, que é bem mais barata que as outras e eu reservei com muito pouca burocracia (só precisei dar o e-mail).

terça-feira, 29 de junho de 2010

Sobre Napoli e região



As viagens à Itália geralmente se concentram em 4 cidades e seus arredores: Roma, Florença, Veneza e Milão. Napoli (ou Nápoles) e arredores é menos conhecida pelos turistas brasileiros, apesar de possuir atrações incríveis. Napoli é uma cidade litorânea, fica à sombra do imponente vulcão Vesúvio, tem praias lindas nas proximidades, um dos portos mais movimentados da Europa, possui uma história riquíssima e perto dali ficam Pompéia e Herculano.

Nossa chegada será em Sorrento, uma cidade ao sul do Golfo de Napoli e que será nossa base para conhecer a região. Conseguimos um hotel espetacular a um preço inacreditável. Perto dali fica a chamada Costa Amalfitana, um grupo de praias com água transparente e cidades esculpidas nas montanhas, que faz a gente ficar na dúvida se o Brasil realmente tem as praias mais bonitas do mundo. E a cidade também fica perto da Ilha de Capri, famosa no Brasil porque toda cidade tem um condomínio com esse nome.


Vamos reservar um dia só pra conhecer as ruínas de Pompéia e Herculano e, se der tempo, subir no Vesúvio. Essas duas cidades constituem o maior sítio arqueológico da Europa e são a principal fonte de informações sobre a vida na época do Império Romano. Elas eram típicas cidades romanas quando uma erupção do Vesúvio as soterrou em cinzas e lava, matando a maior parte dos seus habitantes. Elas foram descobertas bem mais tarde, no séc. XIX. As cinzas e a lava fizeram um bom trabalho de preservação das construções, artefatos e até dos cadáveres.


Com tanta coisa pra ver, vai sobrar pouco tempo pra conhecer a própria Napoli, vamos ter que fazer meio correndo. Ela é uma das maiores cidades da Itália, tem uma cultura bem particular e dizem que a mais tradicional pizza da Itália (portanto, do mundo, certo?). Napoli é lar também da Camorra, uma das máfias mais sanguinárias da Itália. Ano passado eu li o livro e assisti ao filme "Gomorra", que fala sobre isso.

De Napoli pegaremos o trem-bala (Frecciarossa) pra Florença. O percurso de cerca de 500km é feito em 3 horas, contando as paradas.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Sobre Roma



Gosto de dividir as atrações básicas de Roma em três categorias. Se a cidade possuísse apenas uma delas, já seria um lugar imperdível. Se possuísse duas, seria um dos grandes destinos turísticos do mundo. Mas ela não tem uma nem duas. Ela tem as três, o que a deixa em uma categoria única como lugar a ser visitado.

A primeira categoria diz respeito ao passado clássico, os tempos do Império Romano. Estou falando de 2.000 anos atrás. Sou fascinado pelo período clássico. Considero um dos auges da humanidade, que depois caiu em trevas, voltando àquele nível de desenvolvimento somente cerca de 1.000 anos depois. Um exemplo: há 2.000 anos, Roma possuía água encanada e esgoto; Roma caiu, a humanidade conheceu a Idade das Trevas; uma das primeiras grandes cidades a ter esgoto e água encanada novamente foi Paris, há pouco mais de 200 anos. Fico pensando como estaríamos hoje se o desenvolvimento que havia naqueles tempos tivesse continuado. Em Roma, é possível andar pelas colinas onde ficavam os palácios dos imperadores, pelas ruas que um dia abrigaram mercados, tentando projetar sobre as ruínas a grandiosidade daqueles prédios. Se faltar a imaginação, a grandiosidade e a engenhosidade daqueles tempos ainda pode ser vista nitidamente no Coliseu e no Pantheon.

A segunda categoria é relacionada ao Vaticano. Não sou religioso, o que me atrai no Vaticano são outras coisas. No séc. XVI, enquanto no Brasil recém-descoberto os portugueses tentavam se entender com os índios e construíam capelas das quais só sobraram ruínas, em Roma estava sendo construído aquele que até hoje é o maior templo religioso do mundo. Além da grandiosidade da basílica e da praça de São Pedro e do seu valor histórico, tudo isso é recheado com o que de melhor a humanidade já produziu em termos de arte. A riqueza artística contida dentro dos prédios e museus do Vaticano são, na minha opinião, uma reserva de valor muito maior que o que a maioria dos países possui em ouro ou títulos públicos. E o legal é que, enquanto os EUA não nos deixam ver todo aquele ouro que eles possuem em Fort Knox, no Vaticano podemos apreciar boa parte das obras mais exuberantes que o homem produziu. A Capela Sistina é, para mim, a maior delas. Impossível de reproduzir, tem que estar lá pra sentir.

A terceira categoria diz respeito à cidade de Roma, suas ruas, praças, seus habitantes, restaurantes, cafés, parques, sorveterias, monumentos. Roma possui uma cultura forte, é a vitrine da Itália para o exterior. A Piazza di Spagna, a Piazza Navona, a Villa Borghese, a Fontana di Trevi, as massas, os gelattos, os capuccinos: tudo isso é tão imperdível quanto o Coliseu ou o Vaticano.


Quanto tempo é necessário para conhecer Roma satisfatoriamente? Eu diria um mês, pelo menos. Porém, teremos menos de 4 dias inteiros. Vamos ter de fazer o básico. Não há como fugir das hordas de turistas do mundo todo se acotovelando em atrações como o Coliseu e a Fontana di Trevi. Pelo menos à noite, no jantar, tentaremos fugir um pouco do "turístico" e ir a lugares mais "típicos", onde os próprios romanos comem e se divertem. Afinal, temos que gastar um pouco do italiano que sabemos falar.

Faltam 2 semanas...

A expectativa está grande. Apenas 2 semanas para a viagem. O euro caiu mais ainda, é uma pena que eu já tinha comprado bastante.

As passagens nós compramos da TAP. Eram as mais baratas e das poucas cias. em que dá pra comprar com saída de Campo Grande, fora que ganham-se pontos no Fidelidade TAM. Na ida faremos conexão em Brasília (uma conexão de pouco mais de 1 hora, alternando de TAM pra TAP. Estamos um pouco apreensivos com relação a possíveis atrasos) e Lisboa. Se tudo der certo, pousaremos em Roma perto do meio-dia do dia 07/07/2010 (quarta-feira). A volta é saindo de Milão, dia 22/07, com conexão em Lisboa e São Paulo (Campinas, na verdade. Vamos chegar na noite do dia 22 em Campinas e a conexão pra Campo Grande é no dia 23 em Congonhas. Coisa dos portugueses...).

Os hotéis estão praticamente todos reservados. Só não reservamos os 3 dias livres da Toscana, afinal são dias livres e queremos dormir onde der na telha. Eu percebi que não adianta ficar procurando hotel a menos de €60 o casal que só acha muquifo. Ampliando pra €80 a €90 podem-se achar hotéis excelentes se vc procurar com antecedência.

Como eu falei em outro post, o site da Trenitalia é muito bom pra ver os itinerários dos trens e os preços das passagens. O problema é que simplesmente não dá pra comprar pelo site. Achei que o problema era do meu cartão, e eles querem fazer vc acreditar nisso (entrei em contato 2 vezes com o SAC deles e eles sempre dizendo ser problema do meu cartão). Depois descobri que todos enfrentam esse problema: brasileiros, americanos, alemães. Existem até algumas mandingas em blogs por aí pra vc conseguir passar o cartão, mas nenhuma delas funcionou pra mim. O negócio vai ser comprar quando eu já estiver na Itália. O problema disso é que eu não pego os descontos que eu pegaria se comprasse antecipadamente.

Enfim, vamos ao que interessa, o roteiro:

1) Roma
2) Napoli e região: Sorrento, Pompéia, Vesúvio, Costa Amalfitana.
3) Florença
4) Toscana, Cinque Terre, Gênova. Talvez Mônaco, se a viagem render muito.
4) Veneza.
5) Milão.

Abaixo um mapa pra melhor localização. Pode dar zoom, mexer, etc.

Exibir mapa ampliado


Nos posts seguintes vou falar melhor sobre cada um dos destinos.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Agora é em Julho

Novidades. Por motivos de força maior, tivemos que adiantar a viagem de setembro pra julho. Pior que eu já tinha comprado as passagens pra setembro, então tive que arcar com uma pesada multa, fora a diferença de tarifa, que em julho é mais cara. Mas tudo bem, coisas da vida.

Passagens

Nas minhas exaustivas pesquisas por passagens, duas companhias se mostraram mais vantajosas: Iberia e TAP, especialmente se vc não está saindo de um grande centro. Como estas cias. têm code share com as nacionais, vc pode comprar direto, no meu caso, Campo Grande - Roma por um preço quase igual ao que seria se comprasse saindo de São Paulo, por exemplo. Isso não ocorre em cias. como KLM, Airfrance, Alitalia, Lufthansa, British, Swiss, etc.

A TAM costuma ser mais cara, mas vale a pena sempre dar uma olhada, até porque o vôo pra Milão é direto e é uma cia. brasileira, ora pois! E tem um porém quanto à Iberia: vc não pontua nem no Fidelidade TAM nem no Smiles, ao contrário da maioria das outras.

Curiosidade: a TAP agora está fazendo um vôo saindo de Viracopos, dizendo que está saindo de São Paulo. Daí o sistema faz conexões do tipo chegando em Cumbica com conexão em Viracopos. Detalhe: eles não disponibilizam o transfer! De Cumbica a Viracopos são 111km e não existe transporte direto. Se for em horário de trânsito em SP, vc pode levar horas e horas pra ir de um a outro e gastar as tubas de dinheiro em um táxi. Depois não querem que falem dos portugueses...

Hotéis

Resolvida a questão das passagens, estou agora vendo hotéis. O booking.com é ótimo, fácil de navegar e tem bons preços, além do que vc não precisa pagar adiantado - o cartão de crédito é só uma garantia pra eles em caso de no-show. Vc paga as diárias direto no hotel.

Agora estou redescobrindo o tripadvisor.com, que antes eu achava bagunçado, mas agora vejo que é excelente. Ele centraliza as avaliações de hóspedes. O resultado é que a maioria dos hotéis tem mais de 100 avaliações disponíveis, com comentários, o que dá muito subsídio pra sua decisão. O site não faz reservas, mas direciona automaticamente pra sites que o fazem, incluindo o booking.com. A vantagem é que vc vê hotéis que não estão no booking.com e são ótimas escolhas. O site tem os "Top Deals", que mostra os campeões de custo-benefício.

Alugar carro?

Além dos hotéis, estou resolvendo a questão do transporte dentro da Itália. Minha idéia inicial era fazer poucas viagens de trem e a maioria de carro. Estou desistindo depois de fazer as contas com mais calma. O aluguel de um carro sai entre €50 e €60 nos mais econômicos (acabei de aprender a fazer o símbolo do Euro: Alt-0128). A gasolina lá é bem carinha, cerca de €1,40 o litro, ou R$3,50. Não sei bem como é a questão dos pedágios, mas creio que não seja barato. No fim, uma viagem de 300km sairia, contando aluguel de carro, uns €100, o que eu acho caro demais. Portanto, minha nova estratégia é viajar de trem e alugar carro só em alguns lugares pra passear pela região, o que vai dar uns 3 dias apenas.

Trem

Fui ver de comprar o Eurailpass, que é um passe que dá direito a andar várias vezes de trem por um preço fixo. Melhor ir direto no eurail.com, que é o oficial. A STB vende os passes no Brasil. Tem inúmeros tipos de passes. No nosso caso, o melhor é o One-Coutry-Pass da Itália. Acho que o de 4 dias seria (€140) o melhor. Funciona assim: dentro de um período de 2 meses, vc tem 4 dias em que viaja de graça de trem. Não precisa ser dias consecutivos. No início achei interessante, mas estou desistindo. Dá uma média de €35 por dia de viagem, sendo que eu pretendo, em cada um desses dias, fazer apenas 1 viagem. Acho que eu gasto menos comprando as passagens avulsas.

E onde ver os preços das passagens avulsas? Anotem este site: http://www.ferroviedellostato.it. Pelo que eu vi, essa empresa estatal opera quase todas as linhas inter-regionais da Itália. Eles estão com uma promoção ótima: 30% de desconto se vc compra com mais de 15 dias de antecedência. O site é bem legal, dá pra entender bem os horários e os tipos de trem. Os "Freccia" são os trem-bala, que operam entre grandes cidades e custam quase o dobro, mas chegam a 360km/h (!!!), no caso do Frecciarossa.

Outros

Romapass: custa €25 e dá direito a 3 dias de metrô grátis, entrada em 2 museus (menos nos do Vaticano) e desconto em outros. Vi recomendações pra usar no Coliseu (vc não pega fila!!!) e na Galleria Borghese (que eu não conheço), pois são os 2 mais caros. Dá pra comprar em qualquer lugar de Roma.

Museus do Vaticano: uma das lembranças mais fortes que eu tenho do Vaticano foi a fila gigantesca pra entrar nos museus. É possível comprar pela internet um ticket que te permite furar a fila. Custa um pouco mais caro, mas acho que vale a pena.

Uffizi: em Florença, é a atração mais imperdível da cidade. A mesma coisa dos Museus do Vaticano, dá pra comprar pela internet e evitar filas (me lembro que fiquei 3 horas!!! na fila).

Saúde: pra entrar na Itália ou outros países da Europa, eles podem exigir de vc um seguro de saúde. Além disso, é importante estar segurado caso aconteça algo por lá, pois tratamento médico na Europa não deve ser barato. O que pouca gente sabe (inclusive eu em 2005, que paguei inutilmente por um seguro da Travel Ace) é que a maioria dos cartões de crédito dão (isso mesmo, dão!) um seguro de saúde e de acidentes quando vc compra a passagem aérea internacional com o dito cartão. É bom ligar no cartão e pedir pra eles o Certificado Schengen, que vc pode apresentar na imigração pra eles não encherem o saco.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Primeirooo

Este é o primeiro post. Ainda estamos em janeiro, e a viagem será somente em setembro. Porém, estamos planejando a viagem há mais ou menos um ano e acho importante postar na fase de planejamento, pois ajuda os futuros viajantes.

Na verdade, planejamos a viagem há alguns anos; logo no primeiro ano de namoro começamos a estudar italiano. O curso durou 3 anos e nos formamos no final de 2008, no nível intermediário. Acho que vai dar pra se virar bem por lá.

Estamos planejando 15 dias de viagem. Pela minha experiência, viagens com duração maior cansam muito e geram complicações; pra mim não é bom ficar mais de 15 dias viajando.

Eu, ao contrário da minha esposa, já tenho experiência de ter ido à Itália. Estive em Roma, Florença e Veneza, parte de um mochilão que fiz por toda a Europa. Nesta viagem queremos focar na Itália. O roteiro inicial planejado inclui:

Roma (4 dias) - Nápoles/Pompéia (2 dias) - Costa Amalfitana (1 dia) - Toscana (Florença, Siena, Arezzo, litoral) (4 dias) - Milão (1 dia) - Veneza (2 dias)

Está muito melhor ir pra Europa agora do que quando eu fui, em 2005. Na época, me lembro que o euro estava valendo cerca de R$ 3,50. Hoje, está em torno de R$ 2,60, ou 25% a menos. E dizem que a crise internacional baixou o preço de algumas coisas por lá.

Não pretendo gastar mais do que R$15.000,00 na viagem toda, tudo incluso. Não é um orçamento apertado, vai permitir até alguns luxos, como ficar em hotel com quarto e banheiro privativo todos os dias, beber bastante vinho e comer bem (simples, mas bem).

De dicas que eu já posso ir passando é que em Roma vale a pena olhar os preços da rede Mercure, que tem preços equivalentes aos mais baratos disponíveis na internet e são bem confiáveis. Tem alguns sites, que mais tarde eu posto, que oferecem carros pra alugar a preços bem convidativos, talvez valha mais a pena do que andar de trem.