terça-feira, 22 de junho de 2010

Sobre Roma



Gosto de dividir as atrações básicas de Roma em três categorias. Se a cidade possuísse apenas uma delas, já seria um lugar imperdível. Se possuísse duas, seria um dos grandes destinos turísticos do mundo. Mas ela não tem uma nem duas. Ela tem as três, o que a deixa em uma categoria única como lugar a ser visitado.

A primeira categoria diz respeito ao passado clássico, os tempos do Império Romano. Estou falando de 2.000 anos atrás. Sou fascinado pelo período clássico. Considero um dos auges da humanidade, que depois caiu em trevas, voltando àquele nível de desenvolvimento somente cerca de 1.000 anos depois. Um exemplo: há 2.000 anos, Roma possuía água encanada e esgoto; Roma caiu, a humanidade conheceu a Idade das Trevas; uma das primeiras grandes cidades a ter esgoto e água encanada novamente foi Paris, há pouco mais de 200 anos. Fico pensando como estaríamos hoje se o desenvolvimento que havia naqueles tempos tivesse continuado. Em Roma, é possível andar pelas colinas onde ficavam os palácios dos imperadores, pelas ruas que um dia abrigaram mercados, tentando projetar sobre as ruínas a grandiosidade daqueles prédios. Se faltar a imaginação, a grandiosidade e a engenhosidade daqueles tempos ainda pode ser vista nitidamente no Coliseu e no Pantheon.

A segunda categoria é relacionada ao Vaticano. Não sou religioso, o que me atrai no Vaticano são outras coisas. No séc. XVI, enquanto no Brasil recém-descoberto os portugueses tentavam se entender com os índios e construíam capelas das quais só sobraram ruínas, em Roma estava sendo construído aquele que até hoje é o maior templo religioso do mundo. Além da grandiosidade da basílica e da praça de São Pedro e do seu valor histórico, tudo isso é recheado com o que de melhor a humanidade já produziu em termos de arte. A riqueza artística contida dentro dos prédios e museus do Vaticano são, na minha opinião, uma reserva de valor muito maior que o que a maioria dos países possui em ouro ou títulos públicos. E o legal é que, enquanto os EUA não nos deixam ver todo aquele ouro que eles possuem em Fort Knox, no Vaticano podemos apreciar boa parte das obras mais exuberantes que o homem produziu. A Capela Sistina é, para mim, a maior delas. Impossível de reproduzir, tem que estar lá pra sentir.

A terceira categoria diz respeito à cidade de Roma, suas ruas, praças, seus habitantes, restaurantes, cafés, parques, sorveterias, monumentos. Roma possui uma cultura forte, é a vitrine da Itália para o exterior. A Piazza di Spagna, a Piazza Navona, a Villa Borghese, a Fontana di Trevi, as massas, os gelattos, os capuccinos: tudo isso é tão imperdível quanto o Coliseu ou o Vaticano.


Quanto tempo é necessário para conhecer Roma satisfatoriamente? Eu diria um mês, pelo menos. Porém, teremos menos de 4 dias inteiros. Vamos ter de fazer o básico. Não há como fugir das hordas de turistas do mundo todo se acotovelando em atrações como o Coliseu e a Fontana di Trevi. Pelo menos à noite, no jantar, tentaremos fugir um pouco do "turístico" e ir a lugares mais "típicos", onde os próprios romanos comem e se divertem. Afinal, temos que gastar um pouco do italiano que sabemos falar.

2 comentários:

Ju disse...

Olá Katria e Galassi, um ótima viagem pra vcs... Aproveitem muito, e nos conte tudinho que um dia estaremos lá também...
Beijos
Ale e Ju.

Unknown disse...

Oi queridos! Voces vão amar essa viagem. Roma é maravilhosa ,estivemos lá em Janeiro/10 e quero voltar em breve e ir para outros lugares da Itália que amei.
Boa viagem e estarei seguindo voces por aqui com muito prazer.
Beijos
Denise Bilha