terça-feira, 29 de junho de 2010

Sobre Napoli e região



As viagens à Itália geralmente se concentram em 4 cidades e seus arredores: Roma, Florença, Veneza e Milão. Napoli (ou Nápoles) e arredores é menos conhecida pelos turistas brasileiros, apesar de possuir atrações incríveis. Napoli é uma cidade litorânea, fica à sombra do imponente vulcão Vesúvio, tem praias lindas nas proximidades, um dos portos mais movimentados da Europa, possui uma história riquíssima e perto dali ficam Pompéia e Herculano.

Nossa chegada será em Sorrento, uma cidade ao sul do Golfo de Napoli e que será nossa base para conhecer a região. Conseguimos um hotel espetacular a um preço inacreditável. Perto dali fica a chamada Costa Amalfitana, um grupo de praias com água transparente e cidades esculpidas nas montanhas, que faz a gente ficar na dúvida se o Brasil realmente tem as praias mais bonitas do mundo. E a cidade também fica perto da Ilha de Capri, famosa no Brasil porque toda cidade tem um condomínio com esse nome.


Vamos reservar um dia só pra conhecer as ruínas de Pompéia e Herculano e, se der tempo, subir no Vesúvio. Essas duas cidades constituem o maior sítio arqueológico da Europa e são a principal fonte de informações sobre a vida na época do Império Romano. Elas eram típicas cidades romanas quando uma erupção do Vesúvio as soterrou em cinzas e lava, matando a maior parte dos seus habitantes. Elas foram descobertas bem mais tarde, no séc. XIX. As cinzas e a lava fizeram um bom trabalho de preservação das construções, artefatos e até dos cadáveres.


Com tanta coisa pra ver, vai sobrar pouco tempo pra conhecer a própria Napoli, vamos ter que fazer meio correndo. Ela é uma das maiores cidades da Itália, tem uma cultura bem particular e dizem que a mais tradicional pizza da Itália (portanto, do mundo, certo?). Napoli é lar também da Camorra, uma das máfias mais sanguinárias da Itália. Ano passado eu li o livro e assisti ao filme "Gomorra", que fala sobre isso.

De Napoli pegaremos o trem-bala (Frecciarossa) pra Florença. O percurso de cerca de 500km é feito em 3 horas, contando as paradas.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Sobre Roma



Gosto de dividir as atrações básicas de Roma em três categorias. Se a cidade possuísse apenas uma delas, já seria um lugar imperdível. Se possuísse duas, seria um dos grandes destinos turísticos do mundo. Mas ela não tem uma nem duas. Ela tem as três, o que a deixa em uma categoria única como lugar a ser visitado.

A primeira categoria diz respeito ao passado clássico, os tempos do Império Romano. Estou falando de 2.000 anos atrás. Sou fascinado pelo período clássico. Considero um dos auges da humanidade, que depois caiu em trevas, voltando àquele nível de desenvolvimento somente cerca de 1.000 anos depois. Um exemplo: há 2.000 anos, Roma possuía água encanada e esgoto; Roma caiu, a humanidade conheceu a Idade das Trevas; uma das primeiras grandes cidades a ter esgoto e água encanada novamente foi Paris, há pouco mais de 200 anos. Fico pensando como estaríamos hoje se o desenvolvimento que havia naqueles tempos tivesse continuado. Em Roma, é possível andar pelas colinas onde ficavam os palácios dos imperadores, pelas ruas que um dia abrigaram mercados, tentando projetar sobre as ruínas a grandiosidade daqueles prédios. Se faltar a imaginação, a grandiosidade e a engenhosidade daqueles tempos ainda pode ser vista nitidamente no Coliseu e no Pantheon.

A segunda categoria é relacionada ao Vaticano. Não sou religioso, o que me atrai no Vaticano são outras coisas. No séc. XVI, enquanto no Brasil recém-descoberto os portugueses tentavam se entender com os índios e construíam capelas das quais só sobraram ruínas, em Roma estava sendo construído aquele que até hoje é o maior templo religioso do mundo. Além da grandiosidade da basílica e da praça de São Pedro e do seu valor histórico, tudo isso é recheado com o que de melhor a humanidade já produziu em termos de arte. A riqueza artística contida dentro dos prédios e museus do Vaticano são, na minha opinião, uma reserva de valor muito maior que o que a maioria dos países possui em ouro ou títulos públicos. E o legal é que, enquanto os EUA não nos deixam ver todo aquele ouro que eles possuem em Fort Knox, no Vaticano podemos apreciar boa parte das obras mais exuberantes que o homem produziu. A Capela Sistina é, para mim, a maior delas. Impossível de reproduzir, tem que estar lá pra sentir.

A terceira categoria diz respeito à cidade de Roma, suas ruas, praças, seus habitantes, restaurantes, cafés, parques, sorveterias, monumentos. Roma possui uma cultura forte, é a vitrine da Itália para o exterior. A Piazza di Spagna, a Piazza Navona, a Villa Borghese, a Fontana di Trevi, as massas, os gelattos, os capuccinos: tudo isso é tão imperdível quanto o Coliseu ou o Vaticano.


Quanto tempo é necessário para conhecer Roma satisfatoriamente? Eu diria um mês, pelo menos. Porém, teremos menos de 4 dias inteiros. Vamos ter de fazer o básico. Não há como fugir das hordas de turistas do mundo todo se acotovelando em atrações como o Coliseu e a Fontana di Trevi. Pelo menos à noite, no jantar, tentaremos fugir um pouco do "turístico" e ir a lugares mais "típicos", onde os próprios romanos comem e se divertem. Afinal, temos que gastar um pouco do italiano que sabemos falar.

Faltam 2 semanas...

A expectativa está grande. Apenas 2 semanas para a viagem. O euro caiu mais ainda, é uma pena que eu já tinha comprado bastante.

As passagens nós compramos da TAP. Eram as mais baratas e das poucas cias. em que dá pra comprar com saída de Campo Grande, fora que ganham-se pontos no Fidelidade TAM. Na ida faremos conexão em Brasília (uma conexão de pouco mais de 1 hora, alternando de TAM pra TAP. Estamos um pouco apreensivos com relação a possíveis atrasos) e Lisboa. Se tudo der certo, pousaremos em Roma perto do meio-dia do dia 07/07/2010 (quarta-feira). A volta é saindo de Milão, dia 22/07, com conexão em Lisboa e São Paulo (Campinas, na verdade. Vamos chegar na noite do dia 22 em Campinas e a conexão pra Campo Grande é no dia 23 em Congonhas. Coisa dos portugueses...).

Os hotéis estão praticamente todos reservados. Só não reservamos os 3 dias livres da Toscana, afinal são dias livres e queremos dormir onde der na telha. Eu percebi que não adianta ficar procurando hotel a menos de €60 o casal que só acha muquifo. Ampliando pra €80 a €90 podem-se achar hotéis excelentes se vc procurar com antecedência.

Como eu falei em outro post, o site da Trenitalia é muito bom pra ver os itinerários dos trens e os preços das passagens. O problema é que simplesmente não dá pra comprar pelo site. Achei que o problema era do meu cartão, e eles querem fazer vc acreditar nisso (entrei em contato 2 vezes com o SAC deles e eles sempre dizendo ser problema do meu cartão). Depois descobri que todos enfrentam esse problema: brasileiros, americanos, alemães. Existem até algumas mandingas em blogs por aí pra vc conseguir passar o cartão, mas nenhuma delas funcionou pra mim. O negócio vai ser comprar quando eu já estiver na Itália. O problema disso é que eu não pego os descontos que eu pegaria se comprasse antecipadamente.

Enfim, vamos ao que interessa, o roteiro:

1) Roma
2) Napoli e região: Sorrento, Pompéia, Vesúvio, Costa Amalfitana.
3) Florença
4) Toscana, Cinque Terre, Gênova. Talvez Mônaco, se a viagem render muito.
4) Veneza.
5) Milão.

Abaixo um mapa pra melhor localização. Pode dar zoom, mexer, etc.

Exibir mapa ampliado


Nos posts seguintes vou falar melhor sobre cada um dos destinos.