quarta-feira, 14 de julho de 2010

Finalmente um contato

Olá pessoas! Estamos meio sumidos, mas agora estamos de volta. Não deu certo minha idéia de comprar um chip e usar a internet pelo celular. Agora estamos em Florença e estou usando a internet do hotel.

Vamos começar pelo princípio. Chegamos em Roma bem, gostamos muito do hotel (Holiday a San Pietro, muito bom pelo preço). Tão bem chegamos que, apesar do cansaço da viagem já fomos bater perna. O hotel fica bem pertinho da Piazza San Pietro, então fomos até lá, depois ao Castelo San Angello, onde entramos e conhecemos. Seguimos caminhando até a Via dei Condotti, chegando na Piazza di Spagna. Já estávamos cansados, mas continuamos andando, até a Fontana di Trevi, depois ao Pantheon (que pegamos com as portas fechando e não conseguimos entrar). De lá para a Piazza Navona (nessa hora já estávamos exaustos, já passava das 20:00, mas o sol continuava a nos queimar). Com fome, nos dirigimos até o Campo dei Fiori e jantamos por ali. Estava passando a semifinal Alemanha x Espanha. Bem exaustos, ainda tivemos força pra ir (a pé!) de volta ao hotel. Já era noite.

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Apesar de termos abusado da caminhada no dia anterior, na quinta voltamos a caminhar bastante. O melhor jeito de conhecer uma cidade é a pé e tínhamos pouco tempo e muita vontade de ver tudo. O duro de Roma é que tem muitas coisas legais uma ao lado da outra; então, enquanto seu corpo permite, vc vai caminhando até a hora em que percebe que sua perna não atende e seus pés estão cheios de bolhas.

Continuando a hitória, saímos do hotel pelo Gianicolo, um parque que dá uma vista panorâmica da cidade. O tempo na Itália não está muito bom pra vistas panorâmicas, o ar está com uma névoa seca que prejudica muito a visibilidade. Fomos andando até o Trastevere, que é um dos lugares mais charmosos de Roma. Muitos restaurantes espalhados pelas ruelas antigas e bem floridas. Nosso objetivo era chegar até o Coliseu, e assim fizemos. Cruzamos o rio, passamos em frente ao Circo Massimo (hoje é um grande terreno baldio, mas já abrigou um estádio de corridas onde cabiam 300 mil pessoas na Antiguidade), chegando finalmente ao Coliseu. A quantidade de turistas é absurda, um empurra-empurra danado. Como tínhamos comprado o Roma Pass no dia anterior, pudemos cortar a fila. Do Coliseu fomos almoçar.

O calor que faz em Roma é muito grande, o sol não para nem um segundo. Pra quem acha que Campo Grande é quente, venha a Roma no verão. E o pior é que o calor dura muito mais tempo, o sol só se põe às 21:00. Eu suei como louco.

Continuando, do Coliseu fomos ao Palatino e depois ao Fórum. Já exaustos (pra variar), tivemos pique de, na saída do Fórum, ir conhecer os museus Capitolinos, na Piazza do Campidoglio. São muito bonitos, mas estávamos tão cansados que mal podíamos ficar em pé. Saindo do museu fomos até a Piazza Venezia, de onde se vê o monumento a Vottorio Emanuelle (chamado pelos romanos de "Bolo de Noiva", um apelido sarcástico porcausa da cor branca).

Muito cansados, rodamos um pouco ainda até encontrar um ônibus que nos levasse pro hotel. Chegando lá, comemos queijo, pão e vinho que havíamos comprado na Via dei Condotti. Não havia mais perna pra sair do hotel.

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O dia seguinte estava reservado para os Museus do Vaticano. A melhor coisa que eu fiz foi ter comprado os tickets antecipadamente. Não fosse por eles teríamos ficado uma hora torrando no sol em um calor de 35 graus. Com os tickets parecíamos VIP`s. A experiência nos museus é incrível, eu poderia encher muitas páginas falando disso. Tem certas coisas que eu prefiro contar pessoalmente.

Saindo do Vaticano voltamos ao hotel (estávamos lá perto) e descansamos. Recomendo fazer isso, pois vc recarrega as baterias para o resto do dia. Olhando a programação, vimos que haveria uma apresentação de várias árias de óperas na igreja San Paolo Entro le Mura. Pegamos o bus até lá e tivemos que jantar bem rápido pra dar tempo de ver o espetáculo. Foi bem legal, o grupo é pequeno, mas bem talentosos. Além disso, é bom ver só as partes mais interessantes das óperas. De lá caminhamos mais pela Roma, empolgados pelo frescor e pela beleza da cidade à noite. Passamos novamente pela Fontana di Trevi (tiramos fotos ótimas) e pelo Pantheon. Pegamos o bus de volta pro hotel e chegamos já tarde, por volta da 1:30.

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No sábado acordamos um pouco mais tarde. Começamos pela Catedral de San Pietro, a qual tínhamos visto todos os dias por fora, mas ainda não tínhamos entrado. Fenomenal, absurdamente grandioso. É um dos lugares mais impressionantes da Terra. E olha que eu nem sou religioso. Impressiona mesmo pela grandiosidade e beleza que saltam aos olhos e te deixam no chão (não de joelhos, viu Roberto!). A subida à cúpula é árdua, principalmente no calor do verão, mas é um dos lugares mais bonitos de Roma. A vista é prejudicada pela névoa, mas é imperdível.

De lá fomos para o centro, onde almoçamos, entramos no Pantheon (finalmente, depois de duas visitas externas) e seguimos para o próximo programa. Nessa hora já era evidente nosso cansaço depois de tantas atividades em todos os dias e do calor escaldante. Mesmo assim, depois de pegar ônibus errado e caminhar a mais do que deveríamos, chegamos à Villa Borghese, um parque grande e lindo, bem no meio da cidade. Não conseguimos entrar na Galleria Borghese, pois de sábado é obrigatório fazer reserva. Rodamos o parque de carrinho-bicicleta e fomos pro hotel. Recuperamos um pouco as forças pra conseguir ir à noite jantar e passear pelo Trastevere. Essa região fica bastante agitada à noite, com muitos jovens da região se divertindo e uma feira ao longo de todo o rio.

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Cansamos bastante em Roma, mas se não fosse assim não teríamos visto tudo o que vimos. Recomendo a quem for a Roma pelo menos 7 dias pra ver as principais atrações com tranquilidade.

Amanhã eu posto algumas fotos e continuo a viagem, rumo ao sul da Itália. Fomos a Sorrento e região. Abraços a todos.

Um comentário:

Unknown disse...

Para contrastar com o calor daí, informo que a nossa CG está debaixo de um frio de menos de 10º. Assim como Roma, a narrativa é calorosa e apresenta um sujeito narrador habilidoso para o feito. Bom de ler, de vivenciar tais cenários, pelas suas impressões de viagem. Abraços! Pé na estrada! Adelano.