sábado, 17 de julho de 2010

Sorrento e arredores


A viagem até Sorrento foi cansativa. O trem até Napoli foi mais confortável, mas o ar-condicionado não funcionava direito. Fizemos baldiação e o trem de Napoli a Sorrento é tipo trem urbando, bem quente e desconfortável. Pelo menos não estava lotado e por aqui faz menos calor que em Roma. Me empolguei com as vistas: à direita o mar de uma cor bem azul e à esquerda a imponência do Vesúvio. Em Sorrento pegamos um táxi pro hotel, que surpreendeu. Muito chique, muito mais do que esperávamos. O quarto na verdade era um apartamento, bem amplo, com hidromassagem e muitos mimos. O hotel fica em uma propriedade com limoeiros e oliveiras, e tem acesso a uma praia particular, muito bonitinha (mas que exige uma descida de uns 20 minutos por um desfiladeiro). A água é muito transparente e menos fria do que eu pensei.



Depois de aproveitar um pouco o hotel, fomos à cidade jantar e assistir à final da Copa. Comemos em um restaurante bem charmoso (é difícil errar com um restaurante na Itália), bebendo bastante vinho enquanto víamos a Espanha ganhar no finalzinho da prorrogação.

Dentro de uma das termas de Pompéia

O dia seguinte foi bem cansativo. Alugamos uma scooter (o táxi entre a cidade e o hotel ficava bem caro) e fomos de motinha até Pompéia. Se o fórum romano impressionou, isto aqui nos deixou em êxtase. É difícil mesmo acreditar que aquilo ali é real. Algo tão antigo e tão bem preservado! A cidade é grande, exige muita caminhada, e o sol é implacável.

A casa do Fauno, em Pompéia


Logo em seguida de Pompéia, apesar do cansaço, encaramos o desafio de subir até a cratera do Vesúvio. Vai-se de automóvel até uns 200m de altura da cratera, por uma estrada sinuosa e muito florida. Conforme se sobe, vai-se vendo rochas cada vez mais negras. Lembra muito o final do Senhor dos Anéis. Depois disso, uma caminhada bem pesada pra subir o restante. É incrível lá em cima, aterrador imaginar que, a qualquer momento, tudo aquilo poderia ir pelos ares. Lembramos muito da Cris, nossa amiga geóloga, que iria ter adorado estar ali e nos teria dado aulas e aulas.

A cratera do Vesúvio


Chegamos sujos e cansados ao hotel. A motinha é boa pra curtas distâncias, não pra viajar mais de uma hora como fizemos. Comemos ali pelo hotel, pão, queijo e vinho, delícia.

No dia seguinte pegamos um ferry para a Ilha de Capri. Não é à tôa que é tão famosa. Nunca vi tantos mega-iates num mesmo lugar. A ilha é lindíssima e tem muitas coisas pra ver. Infelizmente tínhamos pouco tempo. Pra quem for, eu sugiro fortemente reservar um dia inteiro só pra ela. Não visitamos as grutas, mas pelo menos vimos algumas vistas famosas, como dos Fragolini, e pegamos uma praia. Lembramos da Morgana, que não iria querer sair um minuto daquela água de um azul e uma transparência que davam raiva.






De Capri continuamos nossa jornada pra conhecer a Costa Amalfitana. Uma das estradas mais lindas que eu já passei. Bem sinuosa, com grandes penhascos de um lado, o mar azul do outro e cidades encravadas na pedra, as quais pareciam que sempre estiveram lá.


Eu e a nossa lambreta

Costa Amalfitana

O passeio demorou mais do que planejávamos (fomos até Sorrento levar uma encomenda) e acabamos chegando bem tarde ao hotel. Por isso, no dia seguinte, dormimos até um pouco mais tarde e acabou não dando pra conhecer a cidade de Napoli.

Pegamos o trem rápido pra Firenze (rápido mesmo, chega aos 300km/h!). O percurso todo dura 3 horas, com parada em Roma.


4 comentários:

marcos roberto disse...

que delicia de viagem em?

Ares disse...

Po Galassi. Pompéia deve ser uma viagem no tempo.

Anônimo disse...

Que legal. Cuidem-se. Bjos do J.

Unknown disse...

Ufa! Quantos lugares bonitos! A narrativa também está excelente! Adelano.