Olá pessoas! Estamos meio sumidos, mas agora estamos de volta. Não deu certo minha idéia de comprar um chip e usar a internet pelo celular. Agora estamos em Florença e estou usando a internet do hotel.
Vamos começar pelo princípio. Chegamos em Roma bem, gostamos muito do hotel (Holiday a San Pietro, muito bom pelo preço). Tão bem chegamos que, apesar do cansaço da viagem já fomos bater perna. O hotel fica bem pertinho da Piazza San Pietro, então fomos até lá, depois ao Castelo San Angello, onde entramos e conhecemos. Seguimos caminhando até a Via dei Condotti, chegando na Piazza di Spagna. Já estávamos cansados, mas continuamos andando, até a Fontana di Trevi, depois ao Pantheon (que pegamos com as portas fechando e não conseguimos entrar). De lá para a Piazza Navona (nessa hora já estávamos exaustos, já passava das 20:00, mas o sol continuava a nos queimar). Com fome, nos dirigimos até o Campo dei Fiori e jantamos por ali. Estava passando a semifinal Alemanha x Espanha. Bem exaustos, ainda tivemos força pra ir (a pé!) de volta ao hotel. Já era noite.
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Apesar de termos abusado da caminhada no dia anterior, na quinta voltamos a caminhar bastante. O melhor jeito de conhecer uma cidade é a pé e tínhamos pouco tempo e muita vontade de ver tudo. O duro de Roma é que tem muitas coisas legais uma ao lado da outra; então, enquanto seu corpo permite, vc vai caminhando até a hora em que percebe que sua perna não atende e seus pés estão cheios de bolhas.
Continuando a hitória, saímos do hotel pelo Gianicolo, um parque que dá uma vista panorâmica da cidade. O tempo na Itália não está muito bom pra vistas panorâmicas, o ar está com uma névoa seca que prejudica muito a visibilidade. Fomos andando até o Trastevere, que é um dos lugares mais charmosos de Roma. Muitos restaurantes espalhados pelas ruelas antigas e bem floridas. Nosso objetivo era chegar até o Coliseu, e assim fizemos. Cruzamos o rio, passamos em frente ao Circo Massimo (hoje é um grande terreno baldio, mas já abrigou um estádio de corridas onde cabiam 300 mil pessoas na Antiguidade), chegando finalmente ao Coliseu. A quantidade de turistas é absurda, um empurra-empurra danado. Como tínhamos comprado o Roma Pass no dia anterior, pudemos cortar a fila. Do Coliseu fomos almoçar.
O calor que faz em Roma é muito grande, o sol não para nem um segundo. Pra quem acha que Campo Grande é quente, venha a Roma no verão. E o pior é que o calor dura muito mais tempo, o sol só se põe às 21:00. Eu suei como louco.
Continuando, do Coliseu fomos ao Palatino e depois ao Fórum. Já exaustos (pra variar), tivemos pique de, na saída do Fórum, ir conhecer os museus Capitolinos, na Piazza do Campidoglio. São muito bonitos, mas estávamos tão cansados que mal podíamos ficar em pé. Saindo do museu fomos até a Piazza Venezia, de onde se vê o monumento a Vottorio Emanuelle (chamado pelos romanos de "Bolo de Noiva", um apelido sarcástico porcausa da cor branca).
Muito cansados, rodamos um pouco ainda até encontrar um ônibus que nos levasse pro hotel. Chegando lá, comemos queijo, pão e vinho que havíamos comprado na Via dei Condotti. Não havia mais perna pra sair do hotel.
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O dia seguinte estava reservado para os Museus do Vaticano. A melhor coisa que eu fiz foi ter comprado os tickets antecipadamente. Não fosse por eles teríamos ficado uma hora torrando no sol em um calor de 35 graus. Com os tickets parecíamos VIP`s. A experiência nos museus é incrível, eu poderia encher muitas páginas falando disso. Tem certas coisas que eu prefiro contar pessoalmente.
Saindo do Vaticano voltamos ao hotel (estávamos lá perto) e descansamos. Recomendo fazer isso, pois vc recarrega as baterias para o resto do dia. Olhando a programação, vimos que haveria uma apresentação de várias árias de óperas na igreja San Paolo Entro le Mura. Pegamos o bus até lá e tivemos que jantar bem rápido pra dar tempo de ver o espetáculo. Foi bem legal, o grupo é pequeno, mas bem talentosos. Além disso, é bom ver só as partes mais interessantes das óperas. De lá caminhamos mais pela Roma, empolgados pelo frescor e pela beleza da cidade à noite. Passamos novamente pela Fontana di Trevi (tiramos fotos ótimas) e pelo Pantheon. Pegamos o bus de volta pro hotel e chegamos já tarde, por volta da 1:30.
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No sábado acordamos um pouco mais tarde. Começamos pela Catedral de San Pietro, a qual tínhamos visto todos os dias por fora, mas ainda não tínhamos entrado. Fenomenal, absurdamente grandioso. É um dos lugares mais impressionantes da Terra. E olha que eu nem sou religioso. Impressiona mesmo pela grandiosidade e beleza que saltam aos olhos e te deixam no chão (não de joelhos, viu Roberto!). A subida à cúpula é árdua, principalmente no calor do verão, mas é um dos lugares mais bonitos de Roma. A vista é prejudicada pela névoa, mas é imperdível.
De lá fomos para o centro, onde almoçamos, entramos no Pantheon (finalmente, depois de duas visitas externas) e seguimos para o próximo programa. Nessa hora já era evidente nosso cansaço depois de tantas atividades em todos os dias e do calor escaldante. Mesmo assim, depois de pegar ônibus errado e caminhar a mais do que deveríamos, chegamos à Villa Borghese, um parque grande e lindo, bem no meio da cidade. Não conseguimos entrar na Galleria Borghese, pois de sábado é obrigatório fazer reserva. Rodamos o parque de carrinho-bicicleta e fomos pro hotel. Recuperamos um pouco as forças pra conseguir ir à noite jantar e passear pelo Trastevere. Essa região fica bastante agitada à noite, com muitos jovens da região se divertindo e uma feira ao longo de todo o rio.
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Cansamos bastante em Roma, mas se não fosse assim não teríamos visto tudo o que vimos. Recomendo a quem for a Roma pelo menos 7 dias pra ver as principais atrações com tranquilidade.
Amanhã eu posto algumas fotos e continuo a viagem, rumo ao sul da Itália. Fomos a Sorrento e região. Abraços a todos.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Em Roma
Estamos em Roma. Deu tudo certo na viagem. A internet esta dificil e naum tem dado tempo pra nada, por isso os poucos posts por enquanto. Mas logo tudo se normaliza. Abraços.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Sobre Milão
Teremos apenas um dia em Milão. Suficiente apenas pra dar uma volta pela cidade, conhecer a Galleria Vittorio Emanuelle, o Duomo e ver a Última Ceia, uma das obras-primas do da Vinci.
Falando em Última Ceia, fica aí a dica: pra entrar lá, só com reserva comprada antecipadamente, neste site aqui. E a reserva é difícil de conseguir. O certo é comprar uns 2 ou 3 meses antes, logo na abertura das datas. No nosso caso, como não tínhamos conseguido, o site sempre indicava "data não disponível". Porém, de vez em quando, abrem-se algumas vagas, mas tem que ficar bem esperto. Estávamos entrando todos os dias no site, até que um belo dia abriu pra data que precisávamos.
A viagem é amanhã. Tenho plano de comprar um chip pré-pago de celular na Itália, com pacote de dados. Pelo que eu vi, parece barato. Assim, não dependerei da internet dos hotéis nem de Lan Houses. Espero que dê certo.
Próximo post, só na Itália. Até lá!
sábado, 3 de julho de 2010
Sobre Veneza
Veneza é, talvez, o destino mais conhecido da Itália. Todo mundo sabe que é a cidade com canais em vez de ruas e barcos ao invés de carros. Ao contrário do que muitos pensam, não são necessários muitos dias para conhecer o básico da cidade. Vamos ficar um dia e meio, e já acho bastante. Quando eu fui em 2005, não deu nem um dia inteiro e já vi bastante coisa. Claro que, se vc puder, é bom que fique mais e conheça as particularidades da cidade, as ilhas próximas (Murano é bem famosa pelos cristais). Mas para o básico, que inclui a Piazza e a cateral de San Marco, o Palazzo Ducale, o Gran Canal e se perder nas ruas que parecem labirintos, acho que vamos ter tempo suficiente.
Em Veneza existe o famigerado passeio de gôndola. Minha opinião é que isso é um dos maiores pega-turista do mundo. Por que pagar perto de €100 (isso mesmo, quase R$250!!!) pra ficar meia hora num barco que parece um caixão conduzido por um italiano com cara de malandro, quando se pode passear pelos canais com os vaporetto e caminhar ao longo das ruas beirando os canais pagando-se pouco ou nada?
Dias atrás li uma notícia interessante sobre Veneza, a qual dizia que o governo veneziano está preocupado com o êxodo de moradores da cidade. Veneza tem se tornado um lugar muito caro. O fluxo de turistas está aumentando ao longo dos anos e a maioria dos prédios está se tornando hotéis, restaurantes e lojas. Aliado a isso tem o fato de que milionários de toda parte do mundo têm comprado imóveis de veraneio na cidade, o que inflaciona os preços, e deixando esses imóveis vazios a maior parte do tempo. Os venezianos nativos estão se deslocando para fora da cidade, indo pra lá só pra trabalhar. Gostei da analogia do prefeito da cidade, que disse: "tenho medo de que Veneza se torne um parque temático".
De Veneza sairemos bem cedinho pra chegar de manhã em Milão e aproveitar o último dia de viagem.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Sobre Florença e a Toscana
Florença, ou Firenze em italiano, é uma cidade incrível. Caminhando pelo centro histórico, é impressionante como as atrações ficam perto uma da outra. Respira-se história e arte. Como eu já disse antes, sou fascinado pelo Renascimento. Em Florença viveram simplesmente todos os "tartaruga-ninja" Rafael, Michelângelo, Da Vinci (o Donatello é menos importante, mas é de lá também) e muitos outros artistas daquele tempo mágico. Teremos pouco tempo (1 dia e meio) em Florença, então faremos o básico: pretendemos visitar o Duomo (uma das igrejas mais bonitas do mundo), a Galleria dell'Academia (onde está o Davi, obra-prima de Michelângelo), a Santa Croce (igreja onde estão os túmulos de Dante Alighieri, Michelângelo e Galileu, entre outros) e, claro, a Galleria degli Uffizi.
Quanto à Uffizi, vai uma dica. As filas pra lá são enormes. Para evitá-las, existem tickets vendendo pela internet. Porém, cuidado! Nas buscas iniciais, geralmente se chega no site www.uffizi.com. Pelo jeito o site é sério, funciona e tem vários horários disponíveis, porém ele cobra caro: dois bilhetes adulto ficariam €38,50. Existem outros sites que cobram até mais caro. A dica é entrar no site oficial (www.firenzemusei.it ou aqui), difícil de achar mas que cobra só €4 de taxa. Comprei os tickets a €28,00 pra duas pessoas, incluindo uma exposição que está tendo do Caravaggio.
Florença é capital da região italiana da Toscana. Famosa pelo ar bucólico dos campos cultivados com parreiras, flores e campos decorados com ciprestes, ficou ainda mais conhecida depois do livro e do filme "Sob o Sol da Toscana". Ali também se produzem alguns dos melhores vinhos da Itália e do mundo. Teremos três dias e pretendemos visitar Siena, Arezzo, Montalcino, Montepulciano, Lucca, San Gimignano, Pisa (onde tem a famosa torre inclinada) e, ufa, se der tempo ainda esticar até Cinque Terre (cinco cidadezinhas litorâneas e pouco conhecidas) e Gênova. Boas informações sobre a Toscana tem neste site aqui, que eu gostei muito.
Procurando por carros para alugar, depois de muita labuta acabei encontrando a empresa Maggiore, que é bem mais barata que as outras e eu reservei com muito pouca burocracia (só precisei dar o e-mail).
terça-feira, 29 de junho de 2010
Sobre Napoli e região

As viagens à Itália geralmente se concentram em 4 cidades e seus arredores: Roma, Florença, Veneza e Milão. Napoli (ou Nápoles) e arredores é menos conhecida pelos turistas brasileiros, apesar de possuir atrações incríveis. Napoli é uma cidade litorânea, fica à sombra do imponente vulcão Vesúvio, tem praias lindas nas proximidades, um dos portos mais movimentados da Europa, possui uma história riquíssima e perto dali ficam Pompéia e Herculano.

Vamos reservar um dia só pra conhecer as ruínas de Pompéia e Herculano e, se der tempo, subir no Vesúvio. Essas duas cidades constituem o maior sítio arqueológico da Europa e são a principal fonte de informações sobre a vida na época do Império Romano. Elas eram típicas cidades romanas quando uma erupção do Vesúvio as soterrou em cinzas e lava, matando a maior parte dos seus habitantes. Elas foram descobertas bem mais tarde, no séc. XIX. As cinzas e a lava fizeram um bom trabalho de preservação das construções, artefatos e até dos cadáveres.
Com tanta coisa pra ver, vai sobrar pouco tempo pra conhecer a própria Napoli, vamos ter que fazer meio correndo. Ela é uma das maiores cidades da Itália, tem uma cultura bem particular e dizem que a mais tradicional pizza da Itália (portanto, do mundo, certo?). Napoli é lar também da Camorra, uma das máfias mais sanguinárias da Itália. Ano passado eu li o livro e assisti ao filme "Gomorra", que fala sobre isso.
De Napoli pegaremos o trem-bala (Frecciarossa) pra Florença. O percurso de cerca de 500km é feito em 3 horas, contando as paradas.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Sobre Roma
Gosto de dividir as atrações básicas de Roma em três categorias. Se a cidade possuísse apenas uma delas, já seria um lugar imperdível. Se possuísse duas, seria um dos grandes destinos turísticos do mundo. Mas ela não tem uma nem duas. Ela tem as três, o que a deixa em uma categoria única como lugar a ser visitado.
A segunda categoria é relacionada ao Vaticano. Não sou religioso, o que me atrai no Vaticano são outras coisas. No séc. XVI, enquanto no Brasil recém-descoberto os portugueses tentavam se entender com os índios e construíam capelas das quais só sobraram ruínas, em Roma estava sendo construído aquele que até hoje é o maior templo religioso do mundo. Além da grandiosidade da basílica e da praça de São Pedro e do seu valor histórico, tudo isso é recheado com o que de melhor a humanidade já produziu em termos de arte. A riqueza artística contida dentro dos prédios e museus do Vaticano
A terceira categoria diz respeito à cidade de Roma, suas ruas, praças, seus habitantes, restaurantes, cafés, parques, sorveterias, monumentos. Roma possui uma cultura forte, é a vitrine da Itália para o exterior. A Piazza di Spagna, a Piazza Navona, a Villa Borghese, a Fontana di Trevi, as massas, os gelattos, os capuccinos: tudo isso é tão imperdível quanto o Coliseu ou o Vaticano.
Quanto tempo é necessário para conhecer Roma satisfatoriamente? Eu diria um mês, pelo menos. Porém, teremos menos de 4 dias inteiros. Vamos ter de fazer o básico. Não há como fugir das hordas de turistas do mundo todo se acotovelando em atrações como o Coliseu e a Fontana di Trevi. Pelo menos à noite, no jantar, tentaremos fugir um pouco do "turístico" e ir a lugares mais "típicos", onde os próprios romanos comem e se divertem. Afinal, temos que gastar um pouco do italiano que sabemos falar.
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